De tempos em tempos a novidade se apresenta e descortina porções maiores em nossas vidas. Maiores que as palavras dicionarizadas, mais abrangentes que as dissertações escolares, mais profundas que meus suspiros ao vê-la.
Vê-la é experimento grandiloquente. Não há palavra mais adequada e se suas mãos se atrevessem, falariam por ti.
Teu cheiro vem no ar com a petulância da tarde e dá forma ao meus desejos neste divã invisivel. Prossegues então numa confissão sem pecados, emprestando ao riso coerência e precisão.
A fábula segue alternando personagens e situações de risco enquanto miro teus pés. Eles em minha virilha como cegos tateando a noite. E minhas mãos no ar, numa dança que te quer como guia.
Tuesday, September 26, 2006
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