Eu não confio na memória de um rato de laboratório.
Do biotério, de onde o mandam arrancar.
Não confio em quem inventa palavras
e com elas mascara seus sentimentos.
Legítimos.
Mente
e se empazina com a dor alheia.
De não poder ajudar,
partilhar,
comprar liberdades ou comparar sofrimentos.
A memória é pestilenta.
Corrói
a razão
e o desatino.
É parenta da discórdia e não pratica caridade.
Presença
inquestionada nos adeuses .
Destes ou daqueles.
A memória é dissençora .
Friday, March 09, 2007
Monday, March 05, 2007
Epitáfio
Sete são os palmos que nos separam.
Vala incomum para os despojos de um filme
inacabado.
Nela estás
e ris.
Das outras
de si
do meu torpor.
Vala incomum para os despojos de um filme
inacabado.
Nela estás
e ris.
Das outras
de si
do meu torpor.
Do mesmo
Sempre os verbos
irrompendo na soleira da porta
sem avisos, editais
manuais de boa conduta
preces ou mandingas do bem viver.
A mesma prosa renitente e cruel
abortando os fundamentos da razão
sem hora marcada prenúncios
ou notas de rodapé.
Nada que me prepare
para honrosa retirada.
Uma receita sem bula a indicar
a melhor profilaxia
um paquiderme pisando em ovos.
E ela me conduz como canção sem nome
nessa dança feéricade um só passo:
os verbos
sempre o verbos.
irrompendo na soleira da porta
sem avisos, editais
manuais de boa conduta
preces ou mandingas do bem viver.
A mesma prosa renitente e cruel
abortando os fundamentos da razão
sem hora marcada prenúncios
ou notas de rodapé.
Nada que me prepare
para honrosa retirada.
Uma receita sem bula a indicar
a melhor profilaxia
um paquiderme pisando em ovos.
E ela me conduz como canção sem nome
nessa dança feéricade um só passo:
os verbos
sempre o verbos.
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