Friday, March 09, 2007

Eu não confio na memória de um rato de laboratório.
Do biotério, de onde o mandam arrancar.
Não confio em quem inventa palavras
e com elas mascara seus sentimentos.
Legítimos.
Mente
e se empazina com a dor alheia.
De não poder ajudar,
partilhar,
comprar liberdades ou comparar sofrimentos.
A memória é pestilenta.
Corrói
a razão
e o desatino.
É parenta da discórdia e não pratica caridade.
Presença
inquestionada nos adeuses .
Destes ou daqueles.
A memória é dissençora .

1 comment:

Maria Morena Maia said...

Por vezes a quero, por vezes venero, por vezes...exagero. E por vezes deságuo a dor de tê-la tão viva. Até.