Monday, March 05, 2007

Do mesmo

Sempre os verbos
irrompendo na soleira da porta
sem avisos, editais
manuais de boa conduta
preces ou mandingas do bem viver.
A mesma prosa renitente e cruel
abortando os fundamentos da razão
sem hora marcada prenúncios
ou notas de rodapé.
Nada que me prepare
para honrosa retirada.
Uma receita sem bula a indicar
a melhor profilaxia
um paquiderme pisando em ovos.
E ela me conduz como canção sem nome
nessa dança feéricade um só passo:
os verbos
sempre o verbos.

1 comment:

Maria Morena Maia said...

Sejamos todos verbo de nós mesmo. E que quando nos unirmos em uníssono, que seja apenas o ser. Até.